Para uma amiga querida
Tenho pensado muito na Fal, querida e generosa amiga.
Como estará? Imagino que ainda submersa naquela espécie de limbo que a gente fica numa historia dessas, como fiquei também, quando o mundo pára e a maioria das coisas cotidianas deixa de existir e se apaga da nossa memória para sempre. Nada importa, somente a nossa dor. A gente vive por um tempo uma mistura de raiva, autopiedade, tristeza e saudade avassaladoras, a gente quer morrer também, não acredita que pode sobreviver a uma perda dessa magnitude.
Mas aí, um belo dia a gente acorda, abre a janela e vê que o céu continua azul, a primavera trouxe as flores de volta, os pássaros estão acasalando e a vida chama insistentemente a nossa atenção. Tudo continua no seu ciclo imutável. Morte e Vida. Descobrir que a gente faz parte disso tudo, que está viva e que quer viver, é um momento de grande alegria. Que a gente compartilha com aquele que se foi como se ele estivesse aqui – e na verdade está mesmo, porque o amor não morre apenas se transforma em outra coisa.
Cada um tem seu tempo para viver isso, os amigos e parentes em torno precisam respeitar esse tempo. Quando penso na Fal, desejo que ela possa viver plenamente o seu luto, porque só assim estará pronta pra um dia abrir a porta e sair de novo pra Vida. Quero ser uma das que vão esperar por ela aqui no lado de fora, com todo o meu amor.
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Postado por: Beth S. às 10h59
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Voltei
Nesse mês e meio fora do ar, aconteceram coisas grandes na minha vida:
a) vendi a casa
b) estou num ap temporário
c) decidi que vou mudar definitivamente pro Rio.
Todas essas coisas merecem comentários maiores – outro dia.
Bom feriado pra vocês. Volto já, com muitas estórias.
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Postado por: Beth S. às 19h40
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