Em todo lugar que se vai, o assunto é BBB. Tenho assistido esporadicamente pra não ficar tão ‘por fora’, mas dá claustrofobia só de me imaginar dentro de uma casa fechada, convivendo só com pessoas desconhecidas, filmada 24h por várias câmeras... Dá medo. O que o ser humano não faz por dinheiro, né? Esse parece fácil, mas imagino que não é. Dos que restaram agora, gosto da lourinha gaúcha, a Nat – ela também está jogando, mas me parece mais ‘normal’. Me identifico com ela quando limpa e arruma tudo, obsessivamente, ou sai guardando os casacos espalhados no lado de fora depois da festa... sou bem assim. Nat é uma fofa.

O reality show que gostaria muito de assistir é um que está rolando em Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte, na casa do faxineiro da prefeitura Chiquinho Miau. Ele é um tipo de cientista maluco beleza, criador da sensacional TV Muro, “a menor emissora de TV do mundo”, que tem uma programação diária, transmitida ao vivo por câmeras VHS para um um aparelho de TV de 20 polegadas instalada no muro de sua casa.
O Muro Brother Brasil é a sua maior atração. Com sete câmeras VHS usadas espalhadas pela casa de cinco cômodos, Chiquinho Miau registra, sem cortes ou edição, a intimidade de oito moradores temporários, lutando pelo prêmio máximo de uma cesta básica especial. As imagens são transmitidas apenas entre sete e onze da noite – durante o dia o pessoal trabalha e estuda normalmente. À noite jantam, dormem e brigam juntos, para deleite da platéia na rua, que em dias de paredão chega a 60 pessoas.
Como uma legitima versão genérica do BBB, o Muro Brother também tem paredão (murão), confessionário (no banheiro, com o pessoal sentado na tampa da privada) e uma câmera voltada pra rua, onde o público pode falar direto com os confinados. A votação é feita mediante batidas na porta, o participante que receber mais batidas é obrigado e deixar a casa. Na ultima versão participaram só parentes de Chiquinho: sua mãe, a esposa, uma irmã, quatro enteadas, dois amigos e o cachorro Duque, que recebeu a maioria dos votos e foi o grande vencedor. Seu premio foi 14 pacotes de ração – oferecidos pela fabrica de sacolé Chupa Chupa, de dona Piedade, a mãe de Chiquinho e patrocinadora exclusiva do programa. Dona Piedade é a pessoa mais importante da casa, não só porque é a patrocinadora, como também porque é a mais velha. Ela é quem escolhe os lideres e os imunizados.
Na versão desse ano, que começa no próximo mês, Chiquinho vai mudar o nome do programa para Mini Brother Brasil, porque os confinados serão sete anões, associados da ONG Pequenos Guerreiros do Brasil, de Belo Horizonte, criada para combater o preconceito e facilitar o acesso dos anões ao mercado de trabalho. Com patrocínio de uma mercearia local, os participantes vão ter outro desafio: a alimentação dos confinados dessa vez será à base de macarrão instantâneo, o popular miojo.
Imperdível.
Mais sobre a TV Muro AQUI.
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Postado por: Beth S. às 12h59
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