A produção do Bridgestone Music Festivalé muito gracinha mesmo. Só pelo comentário em um post alguns dias atrás elogiando o evento, eles entraram em contato, agradeceram e me deram uma mesa para assistir à estréia do Festival! Já viu que delicadeza? Nesse mundo maluco onde a gente vive, delicadeza é tudo... Gentileza Gera Gentileza é meu lema.
E nem precisava tanto, pois eu dei a nota porque estava sinceramente a fim de ver o festival – que vai trazer músicos de jazz e world music que nunca estiveram aqui. Conheço a maioria deles, escuto mesmo com atenção e prazer. No dia 19, na estréia, vou ver o Daby Touré – artista da Mauritânia, criado no Senegal, que tem uma mistura de ritmos contagiantes. Seu pai tinha uma banda fantástica de nome Touré Kunda, ouvi muito nos anos 80, agora ouço o filho. Tenho dele um disco – Diam que está nas paradas daqui de casa. AQUI tem uma apresentação do Daby Touré ao vivo, dá pra sentir o que vai ser a apresentação (clica no vídeo Iris).
A noite se abre com uma garota que não conheço – a pianista Rachel Z, de Nova York, que toca com os Department of Good & Evil, que nome ótimo! Dizem que ela é fera e lindíssima. Puxa, nem precisava!
Ando sonhando todas as noites e na maioria das vezes consigo me lembrar dos detalhes pela manhã. São sonhos megalomaníacos, naturalmente. Neles eu sempre estou pintando ou escrevendo, vai saber porque.
Sonho dessa noite: Robert de Niro e assessores vieram à minha casa para conhecer meus trabalhos - telas enormes, de plasma, onde as pinturas podiam ser alteradas com um simples toque do dedo. Só do meu dedo, claro, porque a senha de acesso era a minha impressão digital. As imagens eram estonteantes, tipo as de Beatriz Milhazes, mandalas coloridas que se mexiam e mudavam de cor dependendo do humor da pessoa que se interessava pela tela. Coisa realmente espetacular.
Pois o De Niro adorou e queria a maior delas, dizia que estava terminando uma mansão em Copacabana (!!) e aquela tela era perfeita para a parede da sala. Só que o trabalho já estava reservado para o Bob Dylan. Ele dizia que pagaria o dobro e ficamos muito tempo discutindo isso sem chegar a uma solução.
Aí liga Madonna para informar que o Bob havia desistido da compra e então o De Niro ficou muitíssimo eufórico, junto com seus assessores. E eu vendi o meu quadro por cinco milhões de dólares, pagos em espécie, uma mala vuitton cheia de cédulas novinhas...
O sonho terminou com todos eles encenando um musical na minha sala, ao som de Grace Kelly, do Mika – coreografia de Hollywood, uma coisa inesquecível... De Niro dança e canta muito bem, e eu nem sabia...